
Fiz um curso de entalhe e estou me divertindo muito com a faquinha. Esse rato foi a melhor coisa que consegui até o momento.
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Fiz um curso de entalhe e estou me divertindo muito com a faquinha. Esse rato foi a melhor coisa que consegui até o momento.
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Quando alguém te diz “a torneira está sem água”, você sabe que vai ter dor de cabeça. O bom de morar em sítio é não precisar ligar para uma companhia resolver esse tipo de BO. O ruim é que você mesmo tem que fazer isso
Não é a caixa d’água, tudo certo com os registros, ah, a roçadeira estourou o cano aqui. Pensei que estava mais fundo. Coisa fácil de arrumar, não fossem as abelhas.
Sim, porque o camo estourou numa caixa de passagem onde um bando se abelha apis achou de bom tom fazer sua colmeia.
O primeiro impulso foi jogar veneno, e até corri na loja comprar uma latinha (eu também achei que o ninho era menor). Não conseguia pensar em uma alternativa para arrumar aquele cano rápido.
Na real, fiquei com dó das abelhas (e matar abelhas é crime, e COMO VOCÊ PODE CHAMAR SEU ESPAÇO DE SUSTENTÁVEL SE VOCÊ VAI FAZER UMA COISA DESSAS?)
Ufa. Vamos tentar resolver sem matar. Até cheguei a pedir uma roupa apropriada para isso, mas até a Ju me responder, veio a alternativa: lembrei da minha roupa de chuva dos tempos de motoca. Muito bom, elástico e velcro nos punhos, pescoço e perna. Muito ruim, quente pra dedéu. (E eu me senti brincando de astronauta, movimentos lentos e capacete fechado).
Objetivo cumprido, água restaurada, zero picadas, total de 1 abelha falecida (a que ficou embaixo da tampa de concreto – não se pode ganhar todas.)
Juliana me perguntou se vou mover essa colmeia daí, e não é que a ideia é boa? Preciso juntar mais informações.
Dia seguinte me peguei pensando por que meu primeiro impulso foi usar veneno? Será que é a cultura? Acho que foi simplesmente falta de repertório.
A solução mais ecológica era também a mais simples. Acho que esse é o caso, muitas vezes. Mas nos falta repertório. Um repertório de soluções práticas, simples, sustentáveis, que perdemos em algum momento da colonização/modernização e precisamos recuperar, ou redescobrir.
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Sexta foi dia de levar esse cachorro bonito pra castrar (o da direita).
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A ideia destas luminárias estava em minha mente desde o ano passado, com projetos e testes pequenos. No fim do ano comecei com os protótipos de papelão, em fevereiro foi hora de colocar a mão na massa.
A luminária tem formato de zomedro (Zome), feita de compensado naval de 4mm, as uniões com fita perfurada e rebites. Metade das peças recebeu verniz transparente, metade verniz com corante. Ficou com um visual um pouco mais “industrial” do que eu esperava, em grande parte pelos rebites, mas ainda acho quej ficaram lindonas.
Depois foi alugar andaimes para instalar tudo. Aproveitei para arrumar um probleminha no lanternim, e para colocar wi-fi no espaço. Fica bem no alto, no lanternim, para fazer a comunicação sem precisar passar por meio da telha, cuja manta atrapalharia o sinal.
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A porta abre de repente, e lá estão os três cachorros, empilhados na soleira para fugir da chuvinha do dia todo.
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Voltei a fazer pão.
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Finalmente terminei de instalar as luminárias no Espaço Kabouter, ficaram lindas! Estavam balançando demais com o vento, acabei amarrando com linha de pesca.
Preciosismo demais, eu sei, mas ainda senti falta de um organizador de cabos para esconder o fio elétrico das luminárias. Quem sabe não coloco, um dia? Vai ficar para outro momento, agora quero devolver essa torre de andaime que está estorvando aqui.
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Desde que mudamos para nossa casa eu disse que ia fazer uma composteira, mas nunca fiz. A verdade é que nunca precisei, eu só jogava o lixo compostável num canto embaixo da árvore e boa.
Só que os dois demônios da Tasmania que eu chamo de Café e Amora começaram a comer TUDO e qualquer coisa que eu jogue lá, então precisei fazer uma composteira a prova de cachorros.
Mas como eu só usei madeira velha e praticamente podre, deu mais trabalho. Mas funciona! 🙂
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Aluguei andaimes para colocarmos as luminárias no alto e resolver alguns probleminhas no telhado.
Agora trabalhar para colocar as outras e fazer a parte da fiação.
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Terminei o “Stories of Your Life” e outros contos do Ted Chiang. Expectativas lá em cima, o que acho que atrapalhou um pouco a leitura. Mas é muito bom. Curiosamente, o conto do título, que eu mais queria ler, não me chamou tanto a atenção. Mas Liking What You See, The Merchant and the Alchemist e Lifecycle of Software Objects são três contos que vão morar por um bom tempo na minha cabeça.
Preciso rever A Chegada.